segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Uma (longa) prosa de como baixei e me apaixonei por Songs of Innocence do U2


Nove de setembro, uma terça feira, e como muitos naquele dia estava lá, acompanhando o livestream da Apple. Devo dizer que eu tentava acompanhar, a essa altura você já deve estar ciente sobre as quedas e problemas de transmissão que o evento teve. Entre "novidades" já aguardadas, nenhuma surpresa. iPhone 6 saiu exatamente como os rumores diziam, Apple Watch também teve seu anuncio, novamente os rumores estavam certos, e então o ultimo dos rumores se confirmou no fim do evento. U2, uma banda que admiro profundamente desde do seu How to Dismantle an Atomic Bomb, apareceu sim para encerrar a keynote. Apresentação linda, trabalho de luzes perfeita, tom rubro sobre o palco, as animações abstratas no telão. Aquela apresentação estava linda em vários sentidos; mais se aproximava a um trabalho de arte visuais do que um concerto em si, o que me encarava mais e mais; musica inédita e excitante. Como eu amei aquela apresentação… ao final, teve uma já esperada conversa entre Bono e o cozinheiro da maçã, em um dialogo tão natural  como um roteiro de novela do SBT, é anunciado que Cook iria oferecer gratuitamente o álbum de inéditas do U2, Songs of Innocence. Esse, querido leitor e leitora, foi a surpresa, o anuncio, o one more thing, que mais diretamente me agradou.


Até da capa do CD eu gostei

Começa então minha árdua jornada na iTunes Store para garantir meu exemplar. Como o de costume, tudo que é serviço da Apple sofre de sobrecarga após um evento deles. Site, lojas, simplesmente tudo da Apple na internet ficava fora do ar. Todos queriam saber mais sobre os novos produtos, enquanto eu apenas queria meu CD do U2.

Após conseguir meu exemplar, foi hora de apreciar. Primeiramente a já conhecida The Miracle (Of Joey Ramone) que tocou no final do evento da Apple, tão boa em estúdio quanto a versão cheio de calor da emoção do "ao vivo". E a cada musica eu ia me apaixonando mais pela obra, aquele toque de rock anos 80 que o U2 tem, sem deixar de ser atual. Essa pitada de nostalgia de uma época na qual eu nem existia. Aquele CD me consumia, e eu gostava daquela antropofagia. Até que chego, na musica chamada Volcano. Se aquele CD me consumia, essa musica em especifico me sugou até não ter cinzas de meus ossos. Meu sangue virou magna, meus músculos viraram terra. You're in a piece of ground above a vulcano e eu era um vulcão naquele momento. Que magia negra foi aquela? Não sei responder, mas eu curti aquela magia, pois pra mim musica é isso, é se entregar e deliciar cada segundo de êxtase que ela pode lhe oferecer, e eu cedo minha alma vagarosamente pra essa sensação.
De forma mais resumida que eu pensei que fosse prosar, foi assim que eu consegui baixar e me apaixonar por Songs or Innocence do U2.

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