sábado, 29 de maio de 2010

Microsoft Word, iWork, BrOffice e a difícil arte de escrever

Não existe nada mais tedioso do que uma folha em branco. Ela tira totalmente a sua criatividade. É como se você não pudesse mais criar algo em frente a ela. É irritante, impressionante. Você se apressa para encontrar uma com sua cabeça explodindo de idéias e quando finalmente se vê diante uma esquece tudo o que pretendia escrever. Tal fenômeno deveria ser investigado pela comunidade científica, pois o mesmo não acontece quando só temos um cantinho livre na folha para escrevermos. As idéias se multiplicam.
AS FOLHAS DEVERIAM SER VERDES! Pois o branco só acaba com minha criatividade. Tudo seria tão mais feliz se conseguíssemos começar os textos pela metade. Pra quê iniciar um tema se nós podemos ir direto ao ponto? [modo irônico desligar agora]

No computador a regra é a mesma. Quem nunca abriu o seu editor de texto e, ao se deparar com a nova página em branco, ficou completamente perdido em meio ao nada, sem saber o que escrever? Nós, dependentes da telinha, estamos ainda piores, pois temos ao nosso alcance tudo que pode tirar a nossa concentração e fazer - mos esquecer completamente nosso foco. É pensar em abrir nosso e-mail e pronto: “o que íamos escrever mesmo?”. Situação não enfrentada, lógico, pelos comuns plagiadores da Wikipédia. Aqueles que simplesmente abrem a Microsoft Word para colar o que copiaram da internet. Esses sim, nunca passaram pelo terror de ficar completamente perdido na escrita.
Fato é: começar é sempre a parte mais difícil. E para driblar essa dificuldade inventamos maneiras de burlar esse nosso bug de fábrica. Um dos mais eficazes a meu ver é ignorar totalmente o início. Isso mesmo que você ouviu, comece pelo meio, ou até mesmo o fim. Sabe, vejo o texto como uma linha, reta e uniforme representando o assunto central, o foco. Um pouco em cima dessa linha, existe uma segunda linha menor que logo se une a sua irmã principal. Essa é a introdução. Sim, a difícil introdução. Pela minha lógica, é muito mais fácil traçar primeiro a linha principal para depois traçarmos a secundária. Bem, mas como diz meu genial amigo Paul: “Ta conseguindo escrever? Então ta dentro”. Não importe o que você faça para escrever, se der certo, então está certo!




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